Após recorde de abate e produção de porcos alcançado em 2021, o USDA espera que a produção de porcos na União Europeia diminua este ano. O aumento da procura chinesa por carne de porco em 2020 trouxe optimismo ao sector, que iniciou em 2020 um aumento na oferta de leitões.
Com a desaceleração da procura chinesa e os custos de alimentação, energia e mão de obra em subida em 2021, as perspectivas para o sector deterioraram-se e o efectivo de reprodutoras caiu 3,6% para um novo recorde de baixa. Grandes cortes são esperados na Alemanha e na Polónia. Mesmo em Espanha, que tem apresentado um crescimento constante no abate desde 2013, espera-se uma estabilização em 2022. A menor oferta de leitões acabará por causar uma redução no abate e menor produção de carne de porco.
Embora não se preveja uma diminuição do abate em quase metade dos Estados-Membros da UE, espera-se uma diminuição entre os principais produtores (Espanha, Alemanha, França, Dinamarca, Países Baixos e Bélgica). Entre os principais produtores, a França é a única exceção. Prevê-se que o abate aumente ligeiramente em 2022, pois espera-se que as existências finais aumentem em 2021. No entanto, espera-se uma menor produção de porcos em 2022.
No geral, prevê-se que o abate da UE diminua para 247 milhões de cabeças e a produção de porcos para 23,3 milhões de toneladas de peso de carcaça. O censo no final de 2022 está previsto em 140 milhões de cabeças.
No entanto, considerando as altas existências comerciais desenvolvidas em 2021, o sector tem o volume disponível para manter ou até aumentar as exportações de carne porco este ano.
Graças aos seus esforços de diversificação das exportações, a UE não ficará tão dependente da procura chinesa. No entanto, se a procura de exportação for insuficiente, espera-se que as existências de carne de porco da UE aumentem ainda mais, pressionando os preços e as margens de lucro.
2 de Março de 2022/ USDA/ EUA
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